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Eduardo CunhaFoto:
Dida Sampaio / Estadão Conteúdo
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Em entrevista coletiva no final da tarde desta quarta-feira,
o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que aceitou o
pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma
Rousseff. Segundo Cunha, o pedido havia sido protocolado no dia 14 de
outubro pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, e é fundamentado em denúncias de irregularidades cometidas pela presidente em 2015.
—
Lamento profundamente, e não tenho nenhuma felicidade nisso. Espero que
o país possa passar por isso e pela crise econômica e política —
afirmou o deputado.
O anúncio de Cunha ocorre no mesmo dia em que a bancada do PT declarou que votaria a favor da admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar
a que o peemedebista responde no Conselho de Ética da Câmara. Cunha, no
entanto, nega que se trata de uma "vingança", e alegou que a decisão já
estava tomada desde segunda-feira e não tem "motivação de natureza
política". Disse, ainda, que rejeitaria o pedido se ele tivesse "em
descumprimento da lei".
—
Rejeitei todos, e o rejeitaria se estivesse em descumprimento da lei.
(...) Não causa publicidade a ninguém isso, mas com essa decisão, esse
processo será enfrentado. Se for aceito, o Congresso poderá decidir
sobre ele. E se não aceitar, poderá concluir o assunto — justificou
Cunha.
Caberá ao Congresso dar continuidade ou não ao processo de impeachment. Cunha garantiu que o pedido seguirá "processo normal", dando amplo direito ao contraditório. Para
o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a decisão de Cunha de aceitar pedido
de impeachment "foi uma atitude revanchista". O deputado Wadih Damous
(PT-RJ) afirma que "Cunha, associado a partidos de oposição, quer dar o
golpe".
Zero Hora


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